Se qualquer pessoa parar por um momento e observar os comportamentos alheios, sejam eles construtivos ou destrutivos, vai conseguir identificar um sentimento muito comum: a inveja.
Aliás, retifico dizendo que talvez apenas aqueles mais sensíveis e voltados para a realidade que conseguiriam tal propósito.
Em qualquer ambiente onde exista algum tipo de relação entre seres humanos, provavelmente comportará pessoas se espelhando em pessoas. Mas vejo que o limite dessa projeção anda descontrolado. A admiração, hoje mais do que nunca, se transformou em uma necessidade de ser igual, ou melhor.
Então, basta uma oportunidade, para que as pessoas se matem pelo primeiro lugar, em qualquer coisa. Por ser melhor em tal esporte, ser melhor em tal aspecto e até mesmo por besteiras do tipo eu-sou-mais-fuderoso-que-você. Ilusão.
As pessoas se bastam em uma espécie de círculo vicioso do tipo: admiração - vontade - frustração - loucura. É, porque nao basta invejar e se tornar satisfeito com isso.
Parando pra pensar, é muito comum por aí as pessoas se satisfazerem de suas invejas, simplesmente destruindo as habilidades da pessoa invejada. Falando mal mesmo, inventando mentiras, de alguém, para os outros, em off.
Aquela ondinha de "vou te dizer uma coisa de fulaninho, mas não diga a ninguém viu?" E assim os invejosos acabam com as habilidades dos invejados. E analisando mais além, fazem a média deles própios, porque, claro, se eu destruo a boa imagem de alguém correto, inventando mentiras e deixando bem claro que abomino isso, os outros passam a invejar você, o espertinho que só sabe "crescer" derrubando outros.
Lógico que existem pessoas que são escrotas mesmo, e quem tem a sensibilidade de enxergar certas maldades alheias, tem mais é que alertar os outros mesmo.
Falar a verdade sobre alguém que age com maldade não é por mim classificado como falar mal de alguém.
A questão de interesses hoje em dia vive marcada pelo objetivo de falar mal dos outros, atribuindo mentiras. Isso sim é o conhecido "falar mal".
Invejosos não falam dos defeitos das pessoas. Falam simplesmente das qualidades que não são enxergadas neles mesmos. Se o invejoso não é bonito, ele acha o outro mais feio ainda. Ou então o outro é até bonitinho, mas é burro. É esse o pensamento destrutivo.
A inveja poderia ser construtiva no sentido de que as pessoas invejadas pelos outros poderiam ser exemplos a serem seguidos. Como se a admiração pelo outro fosse um incentivo para se tornar uma pessoa "melhor".
Personalidade é algo tão pessoal e tão admirável. Mas anda tão em falta, simplesmente porque as pessoas só procuram as qualidades dos outros, e não as próprias. Acredito que essa frustração de não ser igual ao próximo leve a loucura mesmo. Ou simplesmente acabe em transformar o princípio da existência em um baile de máscaras.
10 comentários:
Bem poraí, taí um dos motivos que me fizeram dar um tempo dessa cidade. O problema também consiste nas pessoas evitarem a abordagem direta do assunto justamente porque se fizerem isso poderão de certa forma admitir o que se passa nas suas cabecinhas. Ademais, só retifico que me fez feliz vê-la da última vez que estive ai. Beijo
Sábias palavras. Gostei do comentário, porém ficaria melhor sem o anonimato :P
Talvez se me identificasse você em duas ou três ligações para pessoas não tão próximas descobrisse quem eu sou, descobriria junto uma série de defeitos e qualidades, talvez uma coisa mais que outra, dependendo de quem for consultado. Talvez caísse minha máscara, e com ela toda a atenção conquistada por uma tentativa de parecer mais inteligente do que realmente sou. Talvez você goste de pessoas que tem surtos de sinceridade. Talvez minha sinceridade exacerbada seja a minha máscara para viver nesse mundo e não ser igual. Daí se te conhecesse estaria agora preso as minhas palavras, seria bom ter um compromisso de ser sincero além do que tenho comigo mesmo. Mas talvez não seja nada disso. Talvez esteja só querendo arranjar um motivo suficientemente forte para voltar. Talvez você não se importe e eu volte. Talvez você se importe e eu fique. Talvez de tanta mentira que já tenha convivido esteja buscando desesperadamente migalhas de verdade, como um mendigo que revira o lixo na esperança de achar algo útil. Talvez seja um inútil, talvez todo esforço seja inútil e estamos perdendo tempo. Talvez essa brinacedeira acabe com o tempo, talvez acabe bem, talvez acabe mal, talvez não acabe mais. Talvez o grande lance seja não querer saber pra onde vamos. Talvez te encontre num reggae... Mas só talvez. Beijo enorme!
A sinceridade me agrada. A inteligência também. Talvez eu não me importe, mas talvez eu me importe sim. Voltar? Essa parte talvez eu não tenha entendido. Talvez, talvez e talvez :) Beijos
Se o talvez você não tenha entendido.
Voltar a morar em Natal. As praias, o sol, os parentes e os amigos são bons motivos, mas não são suficientemente fortes. Então busco algo maior que isso. Que no fim das contas acaba tornando o ato de voltar pra cidade uma consequência e não o objetivo principal, poderia encontrar o que busco na esquina de casa. Dificil quando o objetivo principal, como é o caso, é algo quase platônico. Chega a ser estranho. Mas o estranho também tem sua beleza, o estranho é diferente. hehehe
Beijo!
FIQUE SÓ NA VONTADE...
Certeza. Você é um cara de sorte. Aproveite a benção. Sou um cara demasiado respeitador. Mas pra eu ficar só na vontade, você vai ter que casar. O único jeito é esse.
Talvez minha amiga seja uma pessoa boa demais, linda demais, inteligente demais...e por esses e tantos outros adjetivos ela talvez seja invejada...
Retificando o comentário para que não existam dúvidas quanto a masculinidade do interlocutor: ... pra eu ficar só na vontade, ela vai ter que casar...
Ademais, concordo com o comentário acima, mas tenho certeza que o "talvez" não cabe nele.
Torcendo por uma atualização..hehehe
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